sábado, 17 de setembro de 2011

O ideal é não ter esperanças
Não projetar, não idealizar
Ver, ouvir, cheirar, tocar
Existir

Que a existência seja tudo
Um fim em si mesma, absoluta

Não farei nada de nobre
E se fizesse? não seria diferente
Do que me adiantaria ser notável?
Cravar meu nome nos livros didáticos
Lembrariam de mim ou do meu nome?

E mesmo que se lembrassem de mim
Já teria passado para me alegrar
E mesmo que ainda não tivesse passado!
E mesmo que...

Sei de tudo isso e ainda espero
Esperar é a causa e a solução
Sei que vou me frustar então sofro
Sei que quando me frustar paro de esperar

Enquanto isso vou esperando
O que espero não sei, não é qualquer coisa
Mas confio no acaso, que é ainda pior
Porque o acaso não pertence a ninguém

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